Nova Educação: consumir, interagir, produzir, compartilhar. Como gerar valor real nesta nova “cadeia do conhecimento”?

Foi-se o tempo em que o aluno em sala de aula era um receptor de informações e, de maneira geral, um nível bom de interação com o assunto estudado era quando algum aluno fazia uma pergunta ao professor. Este costumava ser o clímax da aula e um feedback ao professor pois desta forma ele sentia que o conteúdo exposto estava de alguma forma “sendo consumido”.

O fato é que vivemos tempos de transição entre a “antiga escola” e a “nova escola”, pois nascidos e criados imersos em tecnologias os alunos de hoje são estimulados o tempo inteiro a consumir informação, interagir com ela, produzir livremente a expansão do conhecimento e compartilhá-la sob nova perspectiva. Estamos falando em produzir conhecimento, e não mais em apenas reproduzi-lo, e principalmente em tornar o aluno protagonista do aprendizado. Ficou bom agora? Claro que não. O desafio da vez é entender como vira essa chave.

Aqui entram as oportunidades, pois este novo formato abre espaço para modelos disruptivos que possibilitam uma aprendizagem mais aberta, imersiva e colaborativa. Entram em cena as Edtechs, soluções tecnológicas que propõem novos formatos para um processo de ensino-aprendizagem mais colaborativo e significativo.

Se por um lado o desafio dessas Edtechs é construir soluções para empoderar os alunos e permitir o protagonismo deles aliando tecnologia à novas metodologias, por outro o desafio das escolas é identificar e entender quais dessas novas ferramentas e metodologias de fato geram resultados.

Este é um ponto focal para o empreendedor pois para bater na porta das escolas e convencê-las sobre o valor que a sua solução oferece (em todos os sentidos), ele precisa ter passado por um processo maduro de validação. Isso significa ter grande clareza sobre qual problema está se propondo a resolver e formas de apresentar resultados que comprovem esta entrega de valor. O processo de validação da solução traz respostas às hipóteses iniciais e geralmente novas perguntas. É essa dinâmica que faz a solução andar em direção a resolução do problema e promove uma entrega real de valor.

A validação é uma etapa que as aceleradoras de startups podem ajudar muito pois as metodologias aplicadas durante o processo de aceleração ajudam o empreendedor a manter o foco no problema, e consequentemente na solução. Este caminho, apesar de parecer óbvio, algumas vezes encontra desvios quando o empreendedor caminha sozinho, pois a paixão pelo produto que está construindo é tamanha que ele pode se confundir entendendo que quanto mais valor entregar logo de início, melhor para o cliente. Na real não é assim, né!? Se for grande a clareza do problema, quanto mais direcionada a solução estiver para resolução apenas deste problema, mais fácil será o processo de entrega de valor da parte do empreendedor, e “compra” de valor por parte das escolas.

De que lado você está nesta nova fase da educação? Compartilhe seus desafios pessoais pra gente continuar o assunto.

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Reneide Campelo Melo
Pluris Aceleradora